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CINDERELA: ERA UMA VEZ UM CONTO DE FADAS





Alerta Cringe! Fãs da Disney (eu me incluo), vem aí mais um remake dos clássicos que marcaram nossa infância. Depois de Cruella (simplesmente maravilhoso!), chega com exclusividade no Amazon Prime uma nova versão de Cinderela.


Mas de novo? Sim. E quanto mais, melhor.


O último, em 2015, teve Lily James e Cate Blanchett no elenco – não me emocionei, confesso – e, dessa vez, conta com Camila Cabello como protagonista, aquela do “Havana Oh-NaNa”. Além dela, Indina Menzel, James Corden e Pierce Brosman completam a lista de atores de peso.


Mas por que eu trouxe esse filme como pauta pro meu blog? Assim como eu, muitas meninas cresceram com o ideal “mundo de princesa” na cabeça. Aquele em que a bonita “resolve” seus problemas cantando e rodopiando enquanto espera um homem charmoso que bote sua vida em ordem. Como? Com o casamento a lá “Felizes para Sempre”.


Pois então, não estamos mais nos anos 90 e as coisas hoje estão bem diferentes. Essa nova Cinderela é ambiciosa e deixa toda sua passividade de lado, buscando independência e reconhecimento pelo trabalho como estilista. “Logo todos vão saber meu nome” é o trecho de uma das canções principais. Além disso, quando o príncipe diz que a escolheu para ser sua princesa, recebe como resposta “Mas e o meu trabalho? Eu não quero uma vida cativa acenando de uma varanda real...”. AMÉM, Cinde! É ISSO!


E não acaba por aí. Precisamos falar sobre a cena icônica com a Fada Madrinha. Ou melhor, FadO MadrinhO (#morta), interpretado por Billy Porter, aquele de “Pose”. E o bibbidi – bobbidi – boo que ele dá pra Cinderela? UM TERNO! #oberroqueeudei


Claro que depois ela acaba indo de vestido pomposo pro baile, afinal, ainda é um remake. Mas quão incrível é esse momento para a atualidade? Sério.


Na sequência, quando ela argumenta que a escolha foi um pouco diferente, Billy Porter rebate “Não disse que queria ser uma mulher de negócios?” ENTÃO VISTA-SE PARA TAL, ORAS. Isso é estratégia de imagem. Nada de vestido rodadinho com laços brilhantes e babados. Não! Um terno bem cortado, de caimento impecável e cor clara. Poder e acessibilidade na medida. QUE MOMENTO! Um homem de vestido e uma mulher de terno na mesma cena. 2021, liberdade para ser quem você quiser. Como você quiser.


Nem sei se o filme é bom, mas por tudo isso já vale o entretenimento. São novos tempos e antigas regras sendo quebradas. Era uma vez um conto de fadas! Agora é hora das mulheres contarem suas histórias.


Vem dar uma olhadinha no trailer!



Me conta aqui suas expectativas para o filme e manda para aquela amiga que ama um clássico da Disney como eu, hehe...


Beijo, fui!

Mi Cardoso